Danilo Henrique Santos Silva

Stream B2 — Leak Detection · Water Loss 2026

Danilo Henrique Santos Silva

Arquiteto de soluções sênior e cientista de dados na Aegea, operação Águas Guariroba (Campo Grande/MS). Demonstra como a integração entre app de campo, GIS e telemetria multiplica a produtividade da pesquisa de vazamentos em escala nacional brasileira.

Aegea Águas Guariroba Geotecnologia GIS Field App Telemetria
+25%
Ganho de produtividade em campo
4.700 km
Rede mapeada na operação
427 mil m³
Volume recuperável/ano
R$ 617k
Economia anual estimada

Sobre o palestrante

Quem é Danilo Henrique Santos Silva

Arquiteto de soluções sênior e cientista de dados na Aegea, o maior grupo privado de saneamento do Brasil. Atua na área de inteligência operacional, integrando GIS, telemetria, inteligência artificial e geotecnologia para apoiar decisões de campo em mais de 4.700 km de rede em Campo Grande (MS). É uma das vozes brasileiras mais articuladas sobre como conectar o operador de campo às plataformas de dados — defendendo que a aceitação do operador é o que separa a tecnologia que funciona daquela que vira PDF morto.

Aegea em escala nacional

A Aegea atua nas cinco regiões do Brasil com centenas de contratos de saneamento, buscando ser referência em universalização e eficiência. A área de inteligência operacional vem incorporando IA e geotecnologia como ferramentas estratégicas para apoiar decisões em campo e gestão de ativos hídricos — padrão que se replica entre concessões.

AegeaBrasilUniversalização

Águas Guariroba como caso central

Em Campo Grande, MS, a operação Águas Guariroba virou laboratório do grupo. É ali que Danilo testa a integração entre app de campo, GIS, telemetria e modelos de previsão — antes de exportar a metodologia para outras concessões Aegea no país. O contexto local (Pantanal, secas severas, El Niño) tornou a operação ainda mais sensível ao clima.

Campo GrandeMS

“A tecnologia só gera valor quando o operador adota.”

— Danilo Henrique Santos Silva, Aegea / Águas Guariroba

Tese central

Geotecnologia + app de campo multiplicam produtividade

Danilo defende que a fronteira da redução de perdas no Brasil não está em sensores de ponta, mas na integração entre GIS, app móvel e o próprio operador de campo. Quando essa integração é bem feita, o registro de cada ocorrência vira ativo de gestão — e o mapa concentra a decisão de priorização, deslocando recursos da reatídade cronológica do chamado para a recuperação volumétrica máxima.

Co-design com o operador

O app foi desenvolvido em conjunto com a equipe operacional. A premissa é brutalmente simples: sem adesão de quem usa em campo, qualquer geotecnologia perde efeito. Com ela, cada registro de ocorrência vira dado de gestão, alimentando indicadores e contratos de performance.

UXCo-design

Mapa como ferramenta de decisão

Os pontos vermelhos no mapa indicam onde estão as maiores incidências. A equipe de reparo ataca primeiro as zonas de maior recuperação volumétrica — não a ordem cronológica do chamado. É uma mudança de lógica: do reativo para o prioritário.

PriorizaçãoGIS

Da reação à previsão

Danilo conecta a Aegea aos dados da Climatempo e a mais de 170 sensores de telemetria próprios. Modelos de previsão a 6h e a médio prazo deslocam a operação do modo reativo para o preditivo: as manobras são preparadas antes do pico de demanda, não durante.

TelemetriaPrevisão

“O operador em campo com geotec multiplica produtividade.”

— Danilo Henrique Santos Silva, Aegea / Águas Guariroba

Números do caso

Resultados em Águas Guariroba

A operação em Campo Grande consolidou indicadores que sustentam contratos de performance e remuneração por desempenho. O mapeamento de quase cinco mil quilômetros de rede com priorização orientada a dados gerou impacto financeiro mensurável e abriu caminho para a expansão nacional do modelo dentro do grupo Aegea.

+25%
Ganho de produtividade documentado na pesquisa de vazamentos. A integração entre app, GIS e equipe de campo encurtou o tempo de identificação de falhas e melhorou a alocação da força de trabalho.
4.700 km
Rede coberta pela operação de pesquisa, com mais de 170 sensores de telemetria e georreferenciamento integral das ocorrências. Cada metro de rede tem histórico de incidência, fraude e tipo de vazamento.
427.000 m³
Volume anual recuperável identificado pela pesquisa, equivalentes a R$ 617 mil/ano em economia direta — sem contar o impacto sobre eficiência energética e melhora no atendimento ao cliente.

“Cada ponto vermelho no mapa é uma decisão de alocação, não um chamado em ordem.”

— Danilo Henrique Santos Silva, sobre priorização

Metodologia em campo

App, georreferenciamento, mapa de calor, priorização

Etapa 1 — Registro pelo app

O time de campo usa um app próprio, co-desenhado com os operadores, para registrar cada ocorrência: ruas pesquisadas, tipo de vazamento (rede, ramal, cavalete), fraude e validação do cliente. Tudo georreferenciado em tempo real, eliminando a ida ao escritório para pegar plantas e roteiros.

AppCo-design

Etapa 2 — Mapa de calor

As ocorrências acumuladas alimentam um mapa de calor onde os pontos vermelhos concentram as maiores incidências. Esse mapa é a base de decisão diária do gestor — substitui a planilha cronológica de chamados por uma visão de prioridade volumétrica.

HeatmapGIS

Etapa 3 — Priorização objetiva

A equipe de reparo ataca primeiro as zonas de maior recuperação volumétrica. Indicadores monitorados (ruas pesquisadas, lista de vazamentos, fraudes, validação) sustentam contratos de performance e modelos de remuneração por desempenho dentro da Aegea.

PriorizaçãoPerformance

Casos e replicabilidade

De Campo Grande para o Brasil inteiro

Águas Guariroba — o caso ancora

Mais de 4.700 km de rede mapeados, 25% de ganho de produtividade documentado e 427 mil m³/ano identificados como recuperáveis. R$ 617 mil/ano de economia em estimativa conservadora — sem contar o ganho energético e a melhora no atendimento ao cliente. É o caso que valida o modelo antes da expansão nacional.

MSCaso ancora

Replicabilidade entre concessões Aegea

A solução foi desenhada para ser replicável: a mesma lógica de app, GIS e priorização de pontos vermelhos pode ser aplicada nas dezenas de outros contratos da Aegea pelo país, gerando escala nacional sem reinventar a operação a cada adesão.

AegeaEscala

Clima como variável operacional

Calor extremo e baixa umidade alteram demanda e pressão. Integrar previsão climática com telemetria de bombeamento permite preparar manobras antes do pico, reduzindo o custo de decisões reativas. Em MS, com secas do Pantanal, esse fator vira tema de sobrevivência operacional.

ClimatempoPrevisão

Replicabilidade para utilities médias

O modelo é particularmente potente para utilities brasileiras de médio porte, que têm equipes operacionais conhecidas, mas faltam ferramentas digitais. O custo de entrada é baixo: app simples + GIS leve + integração de telemetria básica já produzem ganho mensurável no primeiro ano.

Médio porteBrasil

Pontos-chave da palestra

Insights e takeaways

Ferramenta construída com o operador

O aplicativo foi co-desenhado com a equipe de campo para garantir usabilidade. Sem adesão do operador, qualquer geotecnologia perde efeito; com ela, o registro de ocorrências vira ativo de gestão.

Mapa concentra a decisão

Os pontos vermelhos indicam onde estão as maiores incidências, permitindo priorização objetiva: a equipe de reparo ataca primeiro as zonas de maior recuperação volumétrica, não a ordem cronológica do chamado.

Indicadores de pesquisa de vazamento

A operação monitora ruas pesquisadas, lista de vazamentos, tipos (rede, ramal, cavalete), fraudes e validação do cliente. Esses indicadores sustentam contratos de performance e remuneração por desempenho.

Replicabilidade entre concessões

A solução foi desenhada para ser replicável: a mesma lógica de aplicativo, GIS e priorização de pontos vermelhos pode ser aplicada nas outras dezenas de contratos da Aegea, gerando escala nacional.

Clima como variável operacional

Calor extremo e baixa umidade alteram demanda e pressão. Integrar previsão climática com telemetria de bombeamento permite preparar manobras antes do pico, reduzindo o custo de decisões reativas.

Ganho mensurável em economia

Os 427.000 m³/ano identificados como recuperáveis traduzem-se em R$ 617 mil/ano de economia em uma estimativa conservadora, além do impacto sobre eficiência energética e atendimento ao cliente.

170+ sensores como espinha dorsal

A telemetria própria da concessão é o que permite cruzar pressão, vazão e dados climáticos. É o substrato técnico que viabiliza a transição do reativo para o preditivo na operação de campo.

IA opera no contexto, não no vácuo

Os modelos de previsão a 6h e médio prazo só funcionam quando os dados de campo são limpos e contínuos. O app é o que garante a qualidade da entrada — e a IA só agrega valor depois desse fundamento.

Filosofia da abordagem

Tecnologia que começa no campo, não na sala de TI

Danilo defende que a transformação digital de uma utility brasileira não começa no escritório — começa no caminhão de pesquisa de vazamento. A diferença entre uma plataforma que entrega resultado e uma que vira PDF morto está na adesão do operador. Cada decisão de produto, cada integração de dado, cada modelo de IA tem que passar pelo crivo de quem está em campo às 5h da manhã. Esse é o segredo do modelo Aegea: começar pelo usuário final.

Aceitação como métrica de sucesso

Antes de medir produtividade, mede-se adesão. Se o operador não usa o app todo dia, o resto do sistema falha. Por isso o desenvolvimento do produto é iterativo, com feedback semanal das equipes de campo — e o KPI primário do time de TI é usabilidade, não sofisticação.

AdesãoUX

Escala nacional como agenda

A escolha por simplicidade no design da solução não é modesta — é estratégica. A Aegea precisa replicar o modelo em dezenas de concessões e contextos diferentes. Sofisticação local destrava ganho local, mas mata escala nacional. Danilo otimiza pelo segundo.

EscalaBrasil

“Tecnologia que não é usada em campo é PDF caro.”

— Danilo Henrique Santos Silva, Aegea / Águas Guariroba
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