Diego Cuenca

Stream A9 — Water Loss 2026

Diego Cuenca

Apresenta na Stream A9 — NRW Assessment Part B: contrato híbrido de performance e manutenção em Guarulhos-SP, operado pela Intersu (subsidiária da Aegea), atingindo média de 171% das metas e pico de 200%.

Stream A9Guarulhos-SPIntersuHíbrido
1,2M
População atendida
7
Anos de contratos
171%
Média de meta
105
VRPs operando

Sobre o palestrante

Quem é Diego Cuenca

Diego Cuenca é gestor da Intersu — subsidiária da Aegea — responsável pelo programa de redução de perdas em Guarulhos, São Paulo, há 7 anos. Apresentou em A9 a evolução de três contratos sucessivos na região: o primeiro performado (2019), o segundo híbrido com foco em VRPs (2022) e o terceiro de manutenção com componente performado (2025). A área coberta atende cerca de 1,2 milhão de habitantes, com históricos de intermitência, alta perda e baixa pressão crônica que foi revertido por engenharia de excelência aplicada com disciplina ao longo dos ciclos contratuais.

Intersu / Aegea

A Intersu é subsidiária da Aegea, maior operadora privada de saneamento da América Latina, atuando em Guarulhos com escopo integrado: pesquisa de vazamentos, gestão de pressão, modelagem hidráulica, troca de hidrômetros e operações comerciais. A presença de 7 anos no município permitiu evolução contratual sem ruptura — cada novo modelo absorve aprendizado do anterior.

AegeaIntersu

Três contratos, mesma região

2019: primeiro contrato performado puro. 2022: contrato híbrido com foco em VRPs e gestão de pressão. 2025: contrato de manutenção com componente performado, focado em sustentar resultado já atingido. Cada modelo se ajustou às lições do anterior — e a região saiu de caos de abastecimento para sistema controlado e sustentável.

2019-2025Evolução

"Pegamos um sistema em caos completo e o transformamos em sistema eficiente."

— Diego Cuenca, Intersu

Tese central

Modelo híbrido: previne quem normalmente só corrige

Contrato de manutenção tradicional só corrige

Diego mostra que contratos típicos de manutenção se preocupam apenas com correção — esperar o vazamento aparecer e reparar. O resultado é gasto contínuo sem impacto em perdas. O modelo híbrido inverte: parte do pagamento depende de prevenção e redução de ocorrências, não apenas de tempo de resposta.

HíbridoPrevenção

105 VRPs operando — pressão controlada

No início, apenas 5 VRPs operavam (e mal). Hoje, 105 VRPs ativas em toda a área. A gestão de pressão recuperou mais de 440.000 m³ acumulados em volume — equivalente a um ano de abastecimento de cidade pequena como Fernando de Noronha.

VRPPressão

200% de meta — engenharia de excelência

No primeiro contrato performado (2019), a média de cumprimento foi de 171%, com pico de 200% — dobrando a meta. Esse desempenho não é sorte: vem de modelagem hidráulica, sectorização adequada, pesquisa intensiva e equipe disciplinada. A Aegea formaliza esse padrão como modelo replicável.

200%Meta dobrada

"Em contrato de manutenção tradicional, você só corrige. No modelo híbrido, você previne — e isso muda tudo."

— Diego Cuenca em A9

Dados de aplicação

Sete anos de números — recuperação de Maria Dirce

Em sete anos, Guarulhos saiu de caos para controle. Maria Dirce — bairro periférico operado pela Intersu — é o caso emblemático. Antes da intervenção, Sônia (residente citada no contexto) acordava às 3h da manhã para lavar roupa porque era o único momento com pressão; hoje dorme tranquila porque o abastecimento é contínuo. As VRPs passaram de 5 (desativadas e mal mantidas) para 105 ativas. O resultado: 440.000 m³ recuperados, redução de 75% no tempo médio de reparo, e queda das reclamações de falta d'água de 37 ocorrências/mês para 4.

5→105
VRPs ativas — antes da intervenção, apenas 5 estavam mal operando. Hoje 105 VRPs gerenciadas com cobertura completa da rede e telemetria.
440k
m³ de volume recuperado pela gestão de pressão — equivalente ao abastecimento anual de Fernando de Noronha. Cada VRP entrega contribuição mensurável.
37→4
Reclamações de falta d'água por mês — redução de mais de 90%. Tempo médio de reparo caiu 75% e abastecimento ficou contínuo nas áreas antes intermitentes.

"Sônia me disse que agora pode dormir tranquila. Antes, lavava roupa às 3h da manhã."

— Diego Cuenca, sobre o impacto humano em Maria Dirce

Metodologia

Engenharia + disciplina + dados em tempo real

Plataforma BI + AutoCAD + modelo hidráulico

Stack tecnológica: plataforma de BI para acompanhamento de KPIs, AutoCAD para projetos, modelo hidráulico para simulação de cenários. Tudo conectado para tomar decisão sobre onde focar pesquisa, qual VRP ajustar, qual hidrômetro trocar — em escala de cidade média brasileira.

BICAD

Sectorização e VRPs em escala

A sectorização não foi pontual — toda a área coberta passou por reconfiguração hidráulica com 105 VRPs operando como protetores ativos da rede. Cada VRP tem padrão de operação documentado, manutenção preventiva e ajuste fino baseado em telemetria.

Sectorização105 VRPs

Equipe de campo + análise

A equipe se divide em campo (pesquisa, reparo, troca) e análise (BI, modelagem, planejamento). A análise direciona o campo — não há saída de equipe para 'olhar' a rede sem hipótese baseada em dado. Eficiência operacional aumenta significativamente quando ações são focadas.

Campo+AnáliseDisciplina

Aplicação dos ODS-6 da ONU

O programa de Guarulhos é referenciado como caso de aplicação direta do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU — água potável e saneamento. Cada m³ recuperado é mais água disponível para a população, e cada cliente atendido em horário regular reduz desigualdade no acesso.

ODS-6ONU

Hidrômetros e ouvidoria

Análise de dados de hidrômetros e ouvidoria juntas — quando o BI cruza queda de consumo com chamada na ouvidoria, identifica fraude, vazamento intra-domiciliar ou hidrômetro defeituoso com precisão. Substitui ronda física de inspeção e reduz custo.

BIOuvidoria

Casos comparados

Maria Dirce: caos a sistema controlado em 7 anos

2019 — caos inicial

Sistema com 5 VRPs mal operando, alta perda real e comercial, deficiência de oxigênio, baixa pressão, demora em reparos. Reclamações de falta d'água frequentes. Maria Dirce tinha água apenas em horários específicos da madrugada — vida da população estruturada em torno disso.

2019Caos

2022 — contrato híbrido com VRPs

Segundo contrato com foco em VRPs e gestão de pressão. Início de telemetria robusta, cruzamento de dados de hidrômetros e ouvidoria. A frente de pesquisa de vazamentos e reparo se profissionaliza. Resultado: redução significativa de NRW e estabilização da pressão.

2022VRP

2025 — manutenção com performance

Terceiro contrato é de manutenção, mas com componente performado — sustentar o resultado já atingido. As ações são 100% preventivas; a tensão deixa de ser corretiva. Sônia (residente) deixou de acordar às 3h. Maria Dirce virou exemplo.

2025Sustentação

Insights da palestra

Pontos-chave de Guarulhos em 7 anos

Modelo híbrido vence modelo de manutenção

Diego defende fortemente o modelo híbrido em vez de contrato de manutenção tradicional. No tradicional, você gasta recursos para corrigir; no híbrido, gasta para prevenir e é remunerado pelo resultado. A receita fixa cria espaço para a empresa investir em prevenção sem perder margem.

Caso humano é métrica final

Sônia, residente de Maria Dirce, é o caso citado de impacto humano: lavava roupa às 3h da manhã porque era a única hora com pressão. Hoje dorme tranquila. A redução de NRW vira melhoria de qualidade de vida tangível — métrica que vale tanto quanto perda em m³.

ODS-6 como vetor estratégico

Diego liga o programa diretamente ao ODS-6 da ONU — água potável e saneamento. Esse alinhamento estratégico facilita financiamento (BNDES, BID), legitima ações com regulador e dá narrativa institucional para a operação.

VRPs em escala = recuperação massiva

5 VRPs viraram 105. Resultado: 440.000 m³ recuperados — equivalente a 1 ano de Fernando de Noronha. Cada VRP isolada tem impacto pequeno; o conjunto, em uma rede inteira, tem impacto regional.

200% de meta atingida no contrato performado

No primeiro contrato, média de 171% e pico de 200% (dobro da meta). Esse desempenho não vem de meta fácil — vem de equipe que entende o sistema profundamente e age sobre ele com precisão. É o tipo de resultado que justifica o modelo.

Tempo de reparo cai 75%

Antes, fechamentos de manutenção eram longos — pessoal ficava sem água por horas. Com sectorização e equipe ágil, o tempo médio caiu 75%. Reclamações de falta d'água caíram de 37 por mês para 4 — métrica visível para a população.

BI + AutoCAD + modelo = decisão informada

Stack de software integrada: BI consome dados de campo, AutoCAD documenta projetos, modelo hidráulico simula cenários. Cada decisão de campo (qual VRP ajustar, onde pesquisar) tem fundamento técnico documentado — não é instinto, é dado.

Manutenção 100% preventiva

O contrato de 2025 mira 100% de manutenção preventiva — não esperar que vaze para ir lá. A inspeção programada baseada em modelo hidráulico e dados de campo antecipa as ocorrências críticas. Em 5 anos, o objetivo é zero correção emergencial.

Filosofia técnica

Engenharia de excelência aplicada com disciplina

A filosofia que Diego Cuenca traz para o palco é a da engenharia de excelência aplicada com disciplina ao longo de ciclos contratuais sucessivos. Em vez de ver cada contrato como ato isolado, a Intersu construiu sequência de aprendizado: 2019 (performado puro), 2022 (híbrido com VRPs), 2025 (manutenção com performance). Cada modelo absorve aprendizado do anterior. O resultado em Guarulhos é prova de conceito de uma operação de redução de perdas em escala que vai além de NRW — entrega qualidade de vida (Sônia dorme), aderência a ODS-6 e modelo de governança replicável dentro do grupo Aegea.

Continuidade institucional

Sete anos com mesma operadora. Sem rotação contratual, o conhecimento institucional fica e cresce. Cada contrato sucessivo é mais eficiente porque a equipe já conhece a rede, os bairros, os clientes. É a antítese do modelo de licitação curta que destrói capital institucional.

7 anosContinuidade

Técnico + humano + comercial

O programa não vê redução de perdas como problema só técnico. Há componente humano (Sônia, qualidade de vida) e comercial (combate à fraude, regularização de ligações). O equilíbrio entre as três frentes é o que sustenta o resultado a longo prazo.

Triplo eixoSustentável

"Engenharia de excelência aplicada com disciplina ao longo do tempo — esse é nosso modelo."

— Diego Cuenca, Intersu / Aegea
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