
Stream C — Smart Monitoring — Water Loss 2026
Chair da sessão C1 da Stream C, dedicada a smart monitoring, sensores, detecção acústica e tecnologias digitais aplicadas à redução de perdas em sistemas de distribuição.
Sobre o palestrante
Diretor Executivo da Aqua Analytics (Austrália) e ex-engenheiro do Reino Unido. No 10º IWA Water Loss 2026, atuou como Chair da sessão C1 da Stream C — Smart Monitoring, Sensors & Detection. Sua trajetória atravessa três décadas de evolução do conceito de DMA: começou no Reino Unido, viu a abordagem virar padrão global e hoje lidera, do hemisfério sul, a integração entre prática de campo e analytics. Defende uma postura clara: smart monitoring só entrega valor quando combina dado bom com conhecimento de domínio.
Engenheiro formado no Reino Unido, foi um dos profissionais que aplicaram o conceito de District Metered Area na prática, há cerca de 30 anos. Hoje, à frente da Aqua Analytics na Austrália, conecta utilities, fornecedores e pesquisadores em projetos internacionais — transformou experiência de campo em metodologia consultável.
UK HeritageAqua AnalyticsAustraliaJunto a um grupo internacional, Hugh ajudou a criar uma força-tarefa específica para vazamentos. O objetivo: alinhar prática de campo, modelagem hidráulica e analítica preditiva entre países. A iniciação conecta utilities da Austrália, Reino Unido, Europa e América Latina em torno de métricas e processos comuns.
Task ForceInternacional“Em certos casos, você pode ter retorno em 30 dias.”
Tese da palestra
A tese central que Hugh costurou ao longo das cinco apresentações da Stream C1: tecnologia barata (sensores, NB-IoT, IA) já mudou a economia da detecção de vazamentos — mas o ROI só aparece quando o time da utility entende a hidráulica por trás do número. Sem isso, o dashboard vira slide bonito.
O conceito de District Metered Area nasceu no Reino Unido há cerca de 30 anos. Virou padrão global. Mas o "como implementar" — data loggers, modelos hidráulicos, simulação, integração com IA — contínua em transformação rápida. Cada geração de utilities reaprende a aplicar.
DMA30 anosHugh enfatizou que IA, sensores e dashboards não entregam resultado sozinhos. O time da utility precisa entender por que a pressão caiu, onde a válvula falha, qual setor mistura. Sem domínio técnico, o smart monitoring vira ruído filtrado por algoritmo.
Domain expertiseIA + hidráulica"Em certos casos, você pode ter retorno em 30 dias" — afirmou Hugh. Smart monitoring deixou de ser inovação cara e virou prioridade orçamentária mesmo em utilities de tarifa baixa. A discussão técnica detalhou onde isso vale (e onde ainda não vale).
ROI 30dPayback“DMA é um conceito de 30 anos — mas a forma de implementar contínua mudando.”
Dados apresentados
Os indicadores que Hugh apresentou na abertura e reforçou nas introduções entre as cinco palestras — e que ajudam a dimensionar o tamanho do tema da Stream C.
“DMA hoje é padrão global — o que ainda muda é o ‘como’.”
Abordagem técnica
Para Hugh, ser Chair não é gerenciar tempo: é criar contexto. Cada introdução costurou histórico, perguntas direcionadas e o tema da Stream C, transformando palestras independentes em uma narrativa única.
Hugh começou conectando o presente ao passado: como o conceito de DMA evoluiu nos últimos 30 anos, do Reino Unido para o mundo. Esse anchor histórico deu profundidade aos casos práticos que vieram depois — cada palestra foi posicionada como capítulo de uma evolução longa.
História DMAContextoPara cada palestrante, Hugh seguiu o mesmo padrão: apresentou o palestrante, situou a utility e o país, levantou a questão central que aquela palestra responderia. Isso preparou a platéia tecnicamente em vez de simplesmente anunciar nomes.
Workflow ChairPergunta-guiaAo final de cada palestra, Hugh amarrou o ponto-chave da apresentação ao tema da Stream C, criando pontes entre os casos. Pressão (Manzi) conversou com zoneamento (Cabbai); IA (Sabrina/Ana Yara) conversou com infraestrutura legada; resultado: uma sessão coesa.
SínteseConexõesCasos / Aplicações
Casos práticos citados ou apresentados por Hugh durante sua atuação como Chair, que ilustram a tese da Stream C1.
Cidade pequena na França usada como exemplo na introdução: a modelagem hidráulica revelou problemas de rede que escaparam da inspeção direta. Argumento clássico em favor de simular antes de cavar — e metáfora perfeita para o tema da Stream C.
FrançaModelo hidráulicoHugh deu visibilidade ao trabalho da Sanasa: duas apresentações brasileiras consecutivas (Ana Yara Pax e Sabrina Coelho) reforçam o protagonismo da utility paulista no debate global de NRW. Trajetória de 37% para 16,6% em 30 anos.
BrasilSanasaCinco palestras, quatro países: Brasil (Sanasa, Daniel Manzi), Itália (Valentina Cabbai), Bélgica (Ka Chong) e Coreia mencionada no fechamento. Stream C como hub de troca técnica intercontinental sob a batuta do Chair australiano.
4 paísesHub globalPontos-chave
O conceito de District Metered Area (UK, anos 1990) virou padrão global, porém a forma de implementar — sensoriamento, modelagem hidráulica, integração com IA — ainda está em rápida transformação.
Hugh ajudou a criar uma força-tarefa específica para vazamentos. Objetivo: alinhar prática de campo, modelagem hidráulica e analítica preditiva entre países — coordenação Austrália + Reino Unido + Europa.
Em alguns cenários, retorno do investimento em monitoramento inteligente vem em até 30 dias — o que justifica priorização orçamentária mesmo em utilities com tarifa baixa.
Cidade pequena na França: a modelagem hidráulica revelou problemas que escaparam da inspeção direta. Argumento clássico em favor de simular antes de cavar.
Hugh deu visibilidade ao trabalho da Sanasa — duas apresentações brasileiras consecutivas reforçam o protagonismo da utility paulista no debate global de NRW.
Cinco palestras, quatro países: Brasil, Itália, Bélgica e Coreia. Stream C como hub de troca técnica intercontinental.
Hugh repetiu ao longo da sessão: IA e sensores não substituem o time técnico que entende a hidráulica. Smart monitoring entrega valor quando dado e conhecimento de domínio andam juntos.
Em vez de apenas anunciar palestrantes, Hugh costurou uma narrativa única: história + contexto + perguntas-guia + síntese. Transformou cinco palestras independentes em uma seção coesa.
Filosofia
Para Hugh, a fronteira tecnológica não substitui o engenheiro — ela amplifica. Sensor barato, NB-IoT e IA mudaram a economia da detecção, mas o salto operacional só vem quando a utility entende o que o dado está dizendo. Sua trajetória de 30 anos — do Reino Unido para a Austrália, e da prática para a coordenação internacional — é testemunha disso.
A evolução do DMA não foi um pulo: foi três décadas de refinamento. Cada geração de utilities adicionou camada — melhor sensoriamento, modelagem mais rápida, agora IA. Smart monitoring não substitui DMA: reforça a abordagem com mais granularidade.
ContinuidadeRefinamentoA força-tarefa internacional de vazamento que Hugh ajudou a criar é o próximo passo: utilities deixam de competir por soluções e passam a compartilhar dado, métrica e processo. É uma infraestrutura institucional — e abriu a porta para o tipo de sessão multinacional que ele conduziu na Stream C.
CooperaçãoInternacional“In some cases you can have a payback in 30 days.”