Joerg Koelbl

Workshop 2 + Stream A1 — Water Loss 2026

Joerg Koelbl

Co-convener do Workshop 2 do IWA WLSG sobre KPIs globais e apresentador na Stream A1 com a palestra "Good Planning is Half the Battle" — defendendo que planejamento sólido é pré-requisito para programas de NRW.

IWA WLSG Planning Workshop Stream A Strategy
25 anos
Experiência no campo
Right Tool
Tese central
1,5 m
Profundidade mínima de tubo (Áustria)
5–7 anos
Prazo realista de projeto NRW

Sobre o palestrante

Quem é Jörg Köelbl

Jörg Köelbl é a voz austríaca do IWA Water Loss Specialist Group, com 25 anos de experiência prática em projetos de redução de perdas — Áustria, Cuba, Índia e dezenas de utilities europeias. Foi o segundo speaker da sessão Stream A1, depois de Alan Wyatt, e levou ao palco uma tese deliberadamente "low-tech": antes de comprar IA, AMI e digital twins, vale conferir o concreto da chamber, o ferrolho da derivação e a redação do edital. Apresenta também no Workshop 2 do IWA WLSG como co-convener.

Voz austríaca da IWA

Joerg Koelbl integra o IWA Water Loss Specialist Group e é referência em planejamento estratégico de redução de perdas, com aplicação em utilities europeias. 25 anos de campo aplicados em padrões austríacos de instalação — profundidade mínima de 1,5 m, cama de areia obrigatória, chamber com selo de borracha, ferrules adequados.

IWA WLSG25 anos

"Good Planning is Half the Battle"

Sua tese central: utilities que falham em programas de NRW geralmente falham no planejamento — sem diagnóstico claro e plano realista, investimento técnico não converte em resultado. Uma apresentação inteira sem AI, sem sensores, sem digital twins. Apenas fotos de campo, materiais, instalação e contratos.

PlanningRight Tool

"High technology is not always the right thing to do — the right tool for the right job."

— Jörg Köelbl, abrindo sua fala na Stream A1

Tese da palestra

Low-tech pode escalar — repensar o lowest-price

High-tech ≠ right-tech

Antes de adotar AMI, AI ou digital twin, a pergunta correta é "é a ferramenta certa para este contexto operacional, este orçamento e esta tarifa?". Em zonas off-grid e tarifa baixa, ferramentas "avançadas" viram passivo em 7–9 anos. Right tool antes de high tool.

Right ToolHigh-tech

Lifecycle cost, não preço inicial

"We need to rethink the lowest-price concept in the bidding." Adjudicar pelo menor preço numa obra de NRW garante material baixa qualidade, instalação ruim, retrabalho em 5–10 anos e novo capex. Lifecycle cost — não preço inicial — é o KPI real do procurement.

ProcurementLowest Price

Plano antes da tecnologia

"Good planning is half the battle." Sem diagnóstico claro, plano realista e cronograma compatível, qualquer investimento técnico em NRW vira passivo. Jörg detalha o cronograma realista: 2 anos de mapeamento, 2–3 anos para DMAs, 5–7 anos no total. Tentar entregar em 2–3 anos destrói o resultado.

Planning5–7 anos

"We need to rethink the lowest-price concept in the bidding."

— Jörg Köelbl, frase de virada da Stream A1

Dados apresentados

25 anos de campo em três números

Jörg Köelbl, especialista austríaco com 25 anos de campo, foi o segundo speaker do Stream A NRW. A apresentação não usa AI, sensores ou digital twins; é uma sequência de fotos de campo cobrindo materiais ruins, instalação errada, chambers inundadas, ferrolhos baratos, AMI sem bateria e contratos disfuncionais. Os números abaixo resumem o que ele cobra do setor — e do que acontece quando lifecycle cost vira preço inicial.

25 anos
Experiência prática em projetos de NRW — Áustria, Cuba, Índia, Europa. A apresentação inteira é construída a partir desse acervo de fotos: chambers inundadas, ferrules baratos, AMI sem bateria, padrões de instalação descumpridos.
5–7 anos
Prazo realista de projeto NRW: 2 anos de mapeamento de rede, 2–3 anos para estabelecer DMAs e cortar perdas. "Financing institutions try to squeeze projects to 2–3 years and that doesn't work." Comprimir o cronograma destrói o design phase, que é "para o sucesso".
1,5 m
Profundidade mínima do tubo (padrão austríaco), com cama de areia obrigatória. Em climas quentes a profundidade abaixo de 1 m é receita para falha térmica e mecânica. "What we win extending lifetime" supera de longe a economia inicial.

"Public water supply comes at a cost. Low-tariff politics does not work in long term."

— Jörg Köelbl, fechamento da fala na Stream A1

Abordagem técnica

Lifecycle: do edital à instalação

Construction standards primeiro

Cama de areia, profundidade de 1,5 m, ferrules de qualidade, soldas em material correto, chambers vedadas. O custo unitário sobe 10–20% mas a vida útil dobra. "What we win extending lifetime" supera de longe a economia inicial. Padronizar specs em procurement é a alavanca mais subestimada de NRW.

ConstructionSpecs

O ciclo realista do projeto

"Non-revenue water reduction projects are based on feasibility studies that take 2–3 years", e mais um ano de procurement. "When the project starts, the whole concept is based on data 6, 7, 8, 9 years old" — ainda mais grave em cidades crescendo rápido. O design phase é "para o sucesso"; comprimir prazos destrói o resultado.

LifecycleDesign

Tarifa = sustentabilidade técnica

"Tariff is about $15 cents per cubic meter, $10 for one service connection per year — which means after 8–9 years they just cover with the tariff the cost of the meter, no other operational cost covered." AMI sem sustentabilidade tarifária é desastre programado. Sem essa equação fechada, AMI vira monumento — não medidor.

TariffAMI ROI

Casos / Aplicações

Cuba, Índia e o ferrolho que falha

Cuba: AMI sem bateria

A apresentação começou em um parque nacional bem protegido em Cuba, com nascentes captadas pelos britânicos nos anos 1950. Substituíram o velho Venturi por um medidor magnético-indutivo movido a bateria. Resultado: "the meter did not work, the battery was dead. Six to nine months after the incident, half of these meters were not working." A utility ficou cega. Lição: em ambiente sem energia, AMI sem estoque programado de baterias é fracasso anunciado.

CubaAMI fail

Chambers, ferrules e o detalhe que mata o ciclo

Jörg mostrou chambers tradicionais inundadas por chuva ("it's raining a lot in Cuba — there is water and another non-working meter") e propôs um padrão simples adaptado do austríaco: chamber com selo de borracha sob a tampa, cobertura sobreposta, ventilação adequada. Em paralelo, denunciou ferrules baratos no lugar dos pipe saddles corretos, soldas em mild steel que vão corroer em 15 anos, profundidade de tubo abaixo de 1 m.

ChambersFerrules

Índia: AMI massivo + tarifa baixa

Jörg cita o caso indiano: AMI rodado massivamente em sistemas com tarifa de cerca de US$ 0,15/m³. "The unblessed surprise will come when the screen stays black — they say after 7–8 years the batteries will be empty, and then they don't have any money to replace the meters." Sem opex de bateria coberto pela tarifa, o capex de instalação vira passivo programado.

ÍndiaTariff

Política do medidor e ownership

Em utilities onde o cliente compra e instala o medidor, o controle é dele — e a manipulação também. "Up to the metering point the water company has the full responsibility." Sem ownership claro, não há accountability técnica nem comercial. A política do medidor é decisão de governança antes de ser decisão técnica.

OwnershipGovernança

Pontos-chave

Insights da palestra

High-tech não é sempre right-tech

Antes de adotar AMI, AI ou digital twin, a pergunta correta é "é a ferramenta certa para este contexto operacional, este orçamento e esta tarifa?". Em zonas off-grid e tarifa baixa, ferramentas "avançadas" viram passivo em 7–9 anos. Right tool antes de high tool.

Bateria do AMI é tarifa, não capex

A vida útil real do AMI é a vida da bateria. Se a tarifa não cobre reposição programada, em 7–8 anos metade da rede vira tela preta. Capex de instalação é fácil de financiar; opex de bateria não. Sem essa equação resolvida, AMI vira monumento — não medidor.

Construction standards = economia de longo prazo

Cama de areia, profundidade de 1,5 m, ferrules de qualidade, soldas em material correto, chambers vedadas. O custo unitário sobe 10–20% mas a vida útil dobra. "What we win extending lifetime" supera de longe a economia inicial. Padronizar specs em procurement é a alavanca mais subestimada de NRW.

Lowest price ≠ best value

Frase central: "we need to rethink the lowest-price concept in the bidding." Adjudicar pelo menor preço numa obra de NRW garante material baixa qualidade, instalação ruim, retrabalho em 5–10 anos e novo capex. Lifecycle cost — não preço inicial — é o KPI real do procurement.

Política tarifária e ownership do medidor

Outro ponto que Jörg trouxe: política do medidor. Em utilities onde o cliente compra e instala o medidor, o controle é dele — e a manipulação também. "Up to the metering point the water company has the full responsibility." Sem ownership claro, não há accountability técnica nem comercial.

"Public water supply comes at a cost"

Frase de fechamento: "public water supply comes at a cost. Low-tariff politics does not work in long term — it's not a sustainable solution." Jörg endereça o tabu político: tarifa subsidiada destrói a base econômica que sustentaria o NRW. Reduzir perdas e manter tarifa baixa simultaneamente é matemática que não fecha.

O ciclo de 5–7 anos é regra, não exceção

2 anos de mapeamento, 2–3 anos para DMAs, mais procurement. "Financing institutions try to squeeze projects to 2–3 years and that doesn't work." Quando o cronograma é comprimido, o concept está baseado em data 6 a 9 anos antiga — sobretudo em cidades crescendo rápido. Comprimir o prazo destrói o resultado antes do início.

Cuba como caso emblemático

Parque nacional bem protegido, captação dos anos 1950, AMI moderno instalado — e bateria morta em 6 a 9 meses. O caso é didático: a tecnologia não falhou, faltou estoque programado de bateria. Em ambiente off-grid, isso é pré-requisito de projeto, não detalhe operacional.

Filosofia / Conclusão

Antes de comprar IA, conserte o concreto

Jörg Köelbl encarna a postura austríaca aplicada a NRW global: o detalhe construtivo é estratégico. Antes de comprar AMI, AI ou digital twin, vale conferir se a chamber não inunda, se o ferrolho é o correto, se a profundidade do tubo cumpre o padrão, se o edital prevê lifecycle cost em vez de menor preço, se a tarifa cobre opex de bateria. Sua proposta não é regredir tecnologia — é fazer a tecnologia funcionar onde ela é instalada. Sem isso, qualquer fronteira "avançada" fracassa em 7–9 anos.

Construção é decisão de NRW

A maior parte dos projetos de redução de NRW em países em desenvolvimento falha não por falta de tecnologia, mas por baixo padrão de construção, time de projeto inexperiente, tarifa baixa e pressão das instituições financiadoras para entregar em 2–3 anos um trabalho que demanda 5 a 7. Tudo isso é decisão antes do projeto ser projeto.

StandardsConstrução

Tarifa é decisão técnica

Reduzir perdas e manter tarifa baixa simultaneamente é matemática que não fecha. Tarifa subsidiada destrói a base econômica que sustentaria o NRW. Quem decide tarifa decide o destino do programa de redução de perdas — antes mesmo do edital sair. "Public water supply comes at a cost" é tese técnica, não política.

TarifaSustentabilidade

"15 years from now we will again have leakage. Why not improve the installation standards?"

— Jörg Köelbl, sobre o ciclo das falhas evitáveis

Resumo gerado a partir da transcrição ao vivo via Nobox Translate com inteligência artificial.

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