Mara Ramos

Workshop 3 — Water Security — Water Loss 2026

Mara Ramos

Convener e moderadora do Workshop 3 do IWA Water Safety and Security SG, conectando redução de perdas à agenda de segurança hídrica e resiliência climática a partir da experiência da SABESP.

SABESP Water Security Resilience Workshop Climate
Workshop 3
Chair: Water Losses & Water Security
SABESP
Diretoria de Planejamento
IWA SC
Membro Strategic Council IWA
26-30/04
Conferência IWA Water Loss 2026

Sobre a palestrante

Quem e Mara Ramos

Executiva da Diretoria de Planejamento e Projetos de Engenharia da SABESP - a maior operadora pública de saneamento do Hemisferio Sul - e chair do Workshop 3 do IWA Water Loss 2026 (Water Losses and Water Security). Foi reconhecida na cerimonia de abertura como uma das representantes do Brasil no Strategic Council da IWA. Marcel Sanches, presidente da ABES, dedicou-lhe um salve especial: "Ela e uma das nossas para o Comite Estrategico da IWA". Sua presenca no conselho reforca o protagonismo da SABESP na agenda global de redução de perdas e da voz a perspectiva brasileira em escala continental.

Diretoria de Planejamento SABESP

Atuando na Diretoria de Planejamento da SABESP, Mara opera no centro nervoso da decisão da empresa que serve mais de 28 milhoes de pessoas em Sao Paulo. Define onde a SABESP coloca capital nos proximos 5-10 anos - programa de combate a perdas, expansão de cobertura, metas regulatorias contratuais.

SABESPPlanejamento

IWA Strategic Council

Como conselheira do Strategic Council da IWA, Mara contribui para a definicao de prioridades cientificas globais. Pratica brasileira em perdas - escala, complexidade regulatoria, intermitencia - entra com peso na discussao internacional, influenciando como a IWA prioriza problemas e soluções.

IWA CouncilBrasil

"Eu gostaria de exigir um salve especial para Mara Ramos. Ela e uma das nossas para o Comite Estrategico da IWA."

- Marcel Sanches, presidente da ABES, abertura do Water Loss 2026

Tese central

Redução de perdas e seguranca hídrica

A tese central que Mara articula como chair do Workshop 3 e que reduzir perdas não e mais um exercicio de eficiencia operacional - e dispositivo estrategico de seguranca hídrica em cenario de stress climatico. Cada metro cubico recuperado vira capacidade de servir bairros sem fornecimento contínuo, de adiar obras de aducao, de absorver eventos extremos. Em um país que perde 37% da água segundo o SNIS, perdas viraram a alavanca mais barata e mais rapida para universalizacao.

Perdas como dispositivo de equity

Em Sao Paulo e no Brasil, áreas com mais perdas fisicas tendem a ser as mesmas com pressão instavel, fornecimento intermitente e cobertura incompleta. Reduzir perdas vira politica de equity - quem ganha primeiro com a recuperacao sao justamente as áreas hoje desatendidas.

Equity

Mais barato que produzir

Coerente com Marcel Sanches: cada metro cubico salvo via redução de perdas e, em muitos casos, mais barato que produzir um novo. Em país com escassez crescente, recuperar e financeira e ambientalmente superior a expandir captacao - alavanca economica obvia que precisa virar politica.

Economia

Hub tematico do congresso

Workshop 3 e onde os outros tracks do congresso (financiamento, IA, asset management, digital twins) precisam aterrissar para ter impacto. O recorte que Mara define orienta o foco pratico da semana inteira - sem ele, os outros temas viram exercicio técnico desconectado.

Hub

"Each cubic metre saved through loss reduction is, in many cases, cheaper than producing a new one."

- Marcel Sanches, abertura do Water Loss 2026

Dados do contexto

28 milhoes atendidos, 37% de perdas, meta de 99% em 2033

A escala da SABESP da contexto a importancia do Workshop 3. Sao mais de 28 milhoes de pessoas atendidas em Sao Paulo - a maior operadora pública do Hemisferio Sul. Em paralelo, o país perde 37% da água segundo o SNIS, enquanto a Lei do Saneamento estabelece meta de 99% de cobertura de água potavel até 2033. A intersecao desses tres números torna o tema de perdas estrategicamente urgente.

28 mi
Pessoas atendidas pela SABESP em Sao Paulo. Maior operadora pública de saneamento do Hemisferio Sul, referencia regional em redução de perdas.
37%
Perdas no Brasil segundo o SNIS. Em país com escassez crescente e lei de saneamento ambiciosa, esse e o ponto cego que decide se as metas serao cumpridas.
99%
Meta de cobertura de água potavel até 2033 conforme Lei do Saneamento. Sem redução significativa de perdas, atingir essa meta exigiria expansão massiva de captacao - inviavel hidrologicamente.
Workshop 3
Water Losses and Water Security, presidido por Mara, com Victor Galvez (Chile), Ignacio Pena (Argentina) e Fabio Passos (SABESP) como painelistas. Cruza perdas fisicas e seguranca hídrica climatica.

"Scarcity and loss exist in the same place at the same time - o paradoxo que define a politica brasileira de aguas."

- Kala Vairavamoorthy, keynote do Water Loss 2026 (citado no Workshop 3)

Metodologia

Workshop 3: tres geografias, uma tese

A metodologia do Workshop 3, sob a chair de Mara, e cruzar tres geografias latino-americanas que enfrentam o mesmo problema com soluções diferentes. Victor Galvez traz a experiência chilena; Ignacio Pena, a argentina; Fabio Passos, a perspectiva interna da SABESP. O recorte permite isolar o que e contexto local e o que e padrão replicavel - exatamente a estrutura que utilities brasileiras precisam para não reinventar a roda.

Cruzamento Chile + Argentina + SABESP

Tres painelistas representam realidades distintas: Chile (escassez extrema, grandes contrastes regionais), Argentina (crise hídrica em Mendoza e La Plata), Brasil (escala continental, intermitencia, regulacao recente). Cada um traz licoes que ressoam nas outras.

ChileArgentinaBrasil

Cruzar perdas e seguranca

O recorte tematico forca cruzar duas literaturas que costumam viver separadas: engenharia de perdas (DMA, pressão, detecção acustica) e seguranca hídrica climatica (planejamento de recursos hidricos, plano diretor, resiliencia). E na intersecao que esta a politica pública.

Intersecao

Definicao de regua técnica

Como chair, Mara define a regua de qualidade da discussao. Sua liderança orienta o que e considerado evidencia robusta, qual nível de rigor metodologico se espera dos casos apresentados, como se conclui um workshop com recomendacao acionavel.

Regua técnica

Casos e descobertas

SABESP como benchmark regional

A SABESP chega ao Water Loss 2026 com varios trabalhos técnicos próprios e cases de DMA, pressure management e detecção acustica. A presenca de Mara na cadeira de chair confere autoridade técnica latino-americana ao tema. Para utilities brasileiras e da região, o Workshop 3 e canal direto de transferencia de pratica operada em escala continental - tipo de aprendizado mais dificil de obter em paper.

SABESP escala continental

A SABESP e referencia regional em redução de perdas. Combina escala (28 milhoes de pessoas), regulacao recente (Lei do Saneamento), região metropolitana com hidráulica complexa (Sao Paulo) e historico de crises hidricas (2014-2015). Esse perfil unico vira benchmark.

Escala

Strategic Council como ponte

Ter uma representante da SABESP no Strategic Council significa que a perspectiva brasileira - escala continental, intermitencia, desigualdade regional, pressão regulatoria - entra na pauta global. Não e peso simbolico: e influencia sobre como a IWA prioriza problemas.

IWA

Lei do Saneamento como driver

O alvo legal de 99% de cobertura até 2033 e a moldura regulatoria que torna a redução de perdas obrigatoria. Workshop 3 articula como cumpri-la sem novas captacoes em larga escala - e portanto define a estratégia das utilities brasileiras na proxima decada.

Lei 14.026

Insights da palestra

Pontos-chave

Workshop 3 como hub tematico da conferencia

A combinacao Water Losses + Water Security e onde os outros tracks da conferencia (financiamento, IA, asset management, digital twins) precisam aterrissar para ter impacto. O recorte definido por Mara orienta o foco pratico da semana inteira.

SABESP como benchmark regional

A presenca de Mara na cadeira de chair confere autoridade técnica latino-americana ao tema. Para utilities brasileiras e da região, o workshop e canal direto de transferencia de pratica operada em escala continental - aprendizado dificil de obter em paper.

Diretoria de Planejamento define investimento de decada

A funcao de Mara e estrategica, não apenas operacional: define onde a SABESP coloca capital nos proximos 5-10 anos. Para fornecedores e empresas técnicas, e a interlocucao de mais alto leverage - decisões aqui ditam compras, contratos e PPPs.

Strategic Council molda agenda IWA

Como conselheira do Strategic Council da IWA, Mara contribui para a definicao de prioridades cientificas globais. Pratica brasileira em perdas - escala, complexidade regulatoria, intermitencia - entra com peso na discussao internacional.

Lei do Saneamento como driver

O alvo legal de 99% de cobertura de água potavel e 90% de coleta/tratamento de esgoto até 2033 e a moldura regulatoria que torna a redução de perdas obrigatoria. Workshop 3 articula como cumpri-la sem novas captacoes em larga escala.

Lideranca feminina na engenharia de perdas

Mara representa a presenca crescente de executivas técnicas em posicoes de chair em conferencias da IWA. Sinaliza mudanca estrutural na composicao de paineis e em quem define direcao técnica do setor - tema que conecta com a iniciativa Women in Water do programa.

Tres geografias, uma tese

Os painelistas Victor Galvez (Chile), Ignacio Pena (Argentina) e Fabio Passos (SABESP) cruzam tres realidades latino-americanas distintas com a mesma tese: perdas e seguranca hídrica andam juntas. O cruzamento permite isolar contexto local de padrão replicavel.

Perdas como politica de equity

Workshop 3 reformula a discussao: áreas com mais perdas fisicas tendem a ser as mesmas com fornecimento incompleto. A redução de perdas vira o caminho mais barato para universalizacao - quem ganha primeiro sao justamente as comunidades hoje desatendidas.

Filosofia

Redução de perdas como politica pública integrada

A filosofia que Mara Ramos representa - e que o Workshop 3 articula - e que a redução de perdas no Brasil e na America Latina precisa parar de ser tratada como otimizacao técnica isolada e virar politica pública integrada. Isso significa cruzar engenharia (DMA, pressure management, detecção), regulacao (Lei do Saneamento, ARSESP), planejamento (Diretoria SABESP) e agenda climatica (seguranca hídrica). Sem essa integracao, qualquer ganho operacional e parcial.

Integracao técnica e regulatoria

Redução de perdas exige a um so tempo programa técnico (DMA, pressão, acustica), modelo regulatorio (metas, contratos, PPP) e planejamento estrategico (onde investir, em que ordem, com que prioridade). Mara opera nessa intersecao - poucos profissionais o fazem com a mesma escala.

Integracao

Voz brasileira no global

Levar a perspectiva brasileira para o Strategic Council da IWA e mais que representacao - e influencia sobre como o setor global pensa escala, intermitencia, regulacao recente. As prioridades cientificas globais ganham com a entrada dessa perspectiva especifica.

Global

"A redução de perdas e o caminho mais barato para universalizacao - cada metro cubico recuperado vira capacidade de servir comunidades hoje desatendidas."

- sintese do Workshop 3 conduzido por Mara Ramos
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