Marcel Costa Sanches

Cerimônia de Abertura — Water Loss 2026

Marcel Sanches

Saudação institucional do Presidente da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), co-realizadora do Water Loss 2026 no Rio de Janeiro.

Welcome ABES Brasil Saneamento
ABES
Presidente — anfitrião da conferência
60+
Países representados
37%
Perdas de água no Brasil (SNIS)
2033
Meta legal: 99% cobertura

Sobre o palestrante

Quem é Marcel Costa Sanches

Presidente da ABES — Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental e anfitrião institucional do IWA Water Loss 2026 ao lado de Luiz Pladevall e da Diretora Executiva da IWA, Kala Vairavamoorthy. Conduziu a abertura do evento (26/04, noite) em discurso bilíngue inglês-português, posicionando perdas de água como agenda estratégica nacional brasileira atrelada ao novo marco legal do saneamento.

ABES como anfitriã

A ABES é a associação técnica brasileira que reúne profissionais de saneamento e meio ambiente desde 1966. Em 2026 é co-anfitriã do Water Loss em parceria com a IWA — institutional governing member da IWA no Brasil. Marcel preside essa entidade que articula a ponte entre best practice global e marco regulatório brasileiro.

ABES1966

O Brasil no centro do debate global

A escolha do Rio de Janeiro como sede coloca o Brasil — e o saneamento brasileiro — no centro da discussão internacional sobre perdas, em momento decisivo após o marco regulatório do saneamento (Lei 14.026). Maior edição da história do Water Loss: 800+ inscritos, 60+ países.

Rio 2026Lei 14.026

"Reducing water loss has moved beyond being an operational issue. It has become a strategic priority."

— Marcel Costa Sanches, Presidente ABES, abertura Water Loss 2026

Tese da palestra

Reduzir perdas é prioridade estratégica, não indicador operacional.

Marcel reposiciona perdas de água como agenda estratégica nacional brasileira, atrelada ao novo marco legal do saneamento que exige 99% de cobertura de água e 90% de esgoto até 2033. A tese: sem cortar perdas, a meta legal vira refém de novas captações que dificilmente serão licenciadas.

Perda como meta estratégica, não métrica

"Reducing water loss has moved beyond being an operational issue. It has become a strategic priority." Não é indicador para dashboard — é alavanca de universalização do saneamento. Cada metro cúbico recuperado por redução de perdas é, em muitos casos, mais barato e ambientalmente mais inteligente do que produzir um novo a partir de novas fontes.

EstratégiaUniversalização

Não há solução única

"There is no single solution for reducing water losses. It is not enough to buy technology. It is not enough to install sensors. It is not enough to replace pipes." A receita é integração: governança, planejamento, financiamento, capacity building, regulação adequada e "permanent commitment to results".

IntegraçãoMindset

Perda como justiça social

Marcel reframou perdas além do indicador técnico: "water that could be serving families, communities, industries, hospitals, schools, and vulnerable territories". Cada metro cúbico que vaza é simultaneamente energia desperdiçada, químicos descartados, pressão sobre mananciais, emissão de carbono e capital postergado.

Justiça SocialPublic Trust

"There is no single solution for reducing water losses. It is not enough to buy technology. It is not enough to install sensors. It is not enough to replace pipes."

— Marcel Costa Sanches, ABES

Dados apresentados

Os números do saneamento brasileiro

37%
Perdas físicas no Brasil — dado do SNIS. Sem reduzir esse número, a meta legal de 99% de cobertura de água até 2033 fica refém de novas captações que dificilmente serão licenciadas. Reduzir perda é o caminho mais barato — e ambientalmente menos custoso — para universalizar o serviço.
83% / 60%
Cobertura brasileira de água e esgoto (SNIS). 83% da população com serviços de água, 92% nas áreas urbanas, mas apenas 60% com rede de esgoto. A Lei 14.026 exige 99% de cobertura de água e 90% de esgoto até 2033 — meta que só fecha com redução de perdas em escala.
800+ / 60+
Inscritos e países na maior edição Water Loss da história. Marcel deu boas-vindas a delegates de 60+ países em três dias de programa, com presença das Diretoras da IWA Kala Vairavamoorthy e Daniela Benfica. Edição histórica para o Brasil e para o WLSG.

"Each cubic metre saved through loss reduction is, in many cases, cheaper and environmentally smarter than producing a new cubic metre from new sources."

— Marcel Costa Sanches, sobre a economia da redução de perdas

Abordagem / Metodologia

Estratégia integrada, não tecnologia avulsa

Marcel listou os temas que a conferência aborda — financing, performance, leak detection, AI, digital twins, zoning, pressure management, metering, asset management, water security, climate resilience — e fez o ponto central: a receita é integração, não tecnologia isolada.

Governança e regulação

Reduzir perdas exige governança institucional clara, financiamento estável e regulação adequada. ABES, ANA, agências estaduais e operadoras precisam atuar em camadas coordenadas. A Lei 14.026 cria o framework regulatório; sua execução depende de capacidade institucional, não apenas de orçamento.

GovernanceRegulação

Capacity building e disciplina operacional

Reduzir perdas exige método, dados confiáveis, disciplina operacional, equipes treinadas, liderança e persistência. Tecnologia sem time treinado é dashboard parado. O investimento em pessoas vem antes do investimento em sensor — caso contrário, sensor vira sucata digital.

Capacity BuildingOperação

Mudança de mindset acima de tudo

"Above all, it requires a change in our mindset — to stop treating losses as inevitable and to begin treating them as a concrete frontier of efficiency, innovation and sustainability." Cultura institucional é o gargalo, não a engenharia. Sistemas que tratam perda como inevitável também toleram intermitência e baixa pressão.

CulturaFrontier

Casos / Aplicações

Cooperação Brasil-IWA como vetor de prática

Marcel deliberadamente articulou as parcerias institucionais que sustentam a agenda brasileira de redução de perdas. Não é cortesia — é o canal pelo qual cases brasileiros entram nas publicações, specialist groups e congressos mundiais da IWA.

ABES + IWA: ponte regulatória

Como institutional governing member da IWA no Brasil, a ABES traduz best practice global para o contexto regulatório nacional — Lei 14.026 de saneamento, ANA, agências estaduais. A presidência de Marcel articula essa ponte direta. Marcel mencionou Stuart Hamilton e Gary Wyeth (chair e MC do WLSG) e o Programme Committee como co-construtores do evento.

ABES-IWALei 14.026

Mara Ramos no Strategic Council IWA

Marcel fez questão de citar a presença de Mara Ramos como representante brasileira no Strategic Council da IWA, e a parceria com Kala Vairavamoorthy ("Carla, minha amiga") e Daniela Benfica. Ter brasileiros no governing body global é o mecanismo que faz com que problemas como NRW de 37% no Brasil entrem na pauta de specialist groups e publicações IWA.

Strategic CouncilBrasil-Global

Pontos-chave

Insights da abertura

37% de perda é o teto da universalização

Sem reduzir perdas, a meta legal de 99% de cobertura de água até 2033 fica refém de novas captações que dificilmente serão licenciadas. Reduzir perda é o caminho mais barato — e ambientalmente menos custoso — para universalizar.

Tecnologia sem governança é ruído

Marcel foi explícito: comprar sensor, trocar tubo ou instalar dashboard não é estratégia. Sem governança, financiamento estável, equipes treinadas e métricas integradas, a tecnologia se acumula sem virar resultado.

Mudança de mindset acima de tudo

"Above all, it requires a change in our mindset — to stop treating losses as inevitable and to begin treating them as a concrete frontier of efficiency, innovation and sustainability." Cultura institucional é o gargalo, não a engenharia.

ABES como ponte regulatória

Como governing member da IWA no Brasil, a ABES é a entidade que traduz best practice global para o contexto regulatório nacional — Lei 14.026 de saneamento, ANA, agências estaduais. A presidência de Marcel articula essa ponte direta.

Cooperação Brasil-IWA como vetor

Marcel fez questão de citar a parceria com Kala ("Carla, minha amiga") e Daniela Benfica e a presença de Mara Ramos no Strategic Council. Não é cortesia — é o canal pelo qual cases brasileiros entram nas publicações, specialist groups e congressos mundiais da IWA.

Justiça social como métrica de água

Água perdida = energia desperdiçada + químicos descartados + pressão sobre mananciais + carbono + capital + acesso negado. Em territórios vulneráveis, perda é exclusão. Indicador de NRW deveria coabitar com indicador de equity.

Edição histórica = sinal institucional

800 delegates, 60+ países, três dias de programa, presença das Diretoras da IWA. Sediar essa edição em Rio de Janeiro consolida o Brasil como hub regional para o tema — vetor de exportação de práticas SABESP, COPASA e empresas privadas brasileiras.

Permanent commitment to results

Marcel encerrou pedindo "permanent commitment to results". Não é projeto pontual — é compromisso de longo prazo. A Lei 14.026 tem prazo até 2033, mas a redução de perdas é vetor permanente de operação. Quem trata como projeto fechado não atinge a meta.

Filosofia / Conclusão

"Stop treating losses as inevitable. Start treating them as a frontier."

A síntese de Marcel: o Brasil tem o framework regulatório (Lei 14.026), o tamanho do problema técnico é conhecido (37% NRW), os instrumentos existem (ABES, ANA, agências). O que falta é mudança institucional de cultura — tratar perda como fronteira de inovação e sustentabilidade, não como inevitabilidade. Loss reduction é simultaneamente eficiência, equity, sustentabilidade e justiça social. Mudar essa narrativa é o trabalho de presidência da ABES no ciclo atual.

Cultura como fronteira

Reduzir perdas não é problema de engenharia — é problema de cultura institucional. Utilities que tratam perda como inevitável também toleram intermitência, baixa pressão, exclusão. Mudar a narrativa interna ("frontier of efficiency, innovation and sustainability") é pré-requisito para qualquer tecnologia funcionar.

CulturaFrontier

Brasil como vetor regional

Sediar a maior Water Loss da história em Rio de Janeiro consolida o Brasil como hub regional para o tema. SABESP, COPASA, empresas privadas brasileiras passam a ter visibilidade global, e a ABES vira fornecedora de cases para specialist groups da IWA. É posicionamento de longo prazo, não evento único.

Hub RegionalSoft Power

"Above all, it requires a change in our mindset — to stop treating losses as inevitable and to begin treating them as a concrete frontier of efficiency, innovation and sustainability."

— Marcel Costa Sanches, encerramento da abertura Water Loss 2026
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