Natalie Lamb

Stream B11 - Water Loss 2026 - 29 abr

Natalie Lamb

Apresenta na Stream B11 (Organizational and Institutional Issues) o paper "Mind the Gap" - licoes do Global Call for Innovation conduzido com utilities do Reino Unido e da Irlanda para enfrentar lacunas de inovacao em reducao de perdas.

UKInnovationStream B11Global Call
UK
Reino Unido - palestrante
20+
Utilities UK e Irlanda no programa
Open
Innovation aberta para fornecedores globais
B11
Stream B11 - tarde

Sobre o palestrante

Quem e Natalie Lamb

Natalie Lamb e profissional britanica focada em inovacao no setor de agua. Apresenta na Stream B11 do Water Loss 2026 (29/04, tarde) o paper "Mind the Gap" - case do Global Call for Innovation que ela conduziu em colaboracao com utilities do Reino Unido e da Irlanda. O paper documenta as lacunas de inovacao identificadas pelas utilities, o processo de selecao de propostas globais e as licoes aprendidas - uma metodologia de open innovation aplicada ao tema de perdas.

Open innovation aplicada

Natalie traz para o Water Loss metodologia de open innovation - utilities listam suas lacunas, fornecedores globais propoem solucoes, comite seleciona pilotos. E inversao da relacao tradicional de venda - utilities lideram a demanda, nao reagem a oferta.

Open Innovation

UK + Irlanda em consorcio

O Global Call agrega utilities do Reino Unido e da Irlanda - com regulacao similar (Ofwat / CRU) e desafios proximos. Consorcio escala demanda e atrai propostas globais que utility isolada nao receberia.

UK+IE

"We do not know what we do not know - the global call lets the world tell us."

- Natalie Lamb, Stream B11 Water Loss 2026

Tese central

Inversao da relacao - utilities pedem, mundo responde

A tese central que Natalie articula e que a relacao tradicional entre utility e fornecedor e ineficiente. Fornecedor empurra produto que tem; utility compra o que esta na vitrine - e os reais problemas operacionais ficam sem resposta porque ninguem perguntou. O Global Call inverte: utilities listam o problema (a "gap"), fornecedores globais respondem com proposta especifica. Resultado: solucoes mais alinhadas, e oportunidade para inovador menor entrar no mercado.

A "gap" como origem

O processo comeca com utilities mapeando as lacunas reais de inovacao - "isso e o que precisamos resolver e ainda nao temos solucao". A definicao da gap e exercicio rigoroso de auto-conhecimento operacional.

Gap

Chamada global aberta

Sobre as gaps, abre-se chamada publica global - qualquer fornecedor (startup, multinacional, universidade) pode propor solucao. Diversidade de fontes amplia o leque de respostas, inclui propostas que utility nao consideraria.

Open Call

Selecao + piloto + escala

Comite tecnico das utilities seleciona propostas para piloto. Piloto valida (ou descarta) em 6-12 meses. Pilotos bem-sucedidos viram contrato em escala. O funil reduz risco e acelera adocao - inovador nao gasta anos em vendas.

Pilot

"You cannot find a solution if you cannot articulate the problem - the gap is the contract."

- Natalie Lamb, sintese da tese

Dados e numeros

Numeros do Global Call

Os numeros do Global Call documentam o processo: utilities participantes, gaps definidas, propostas recebidas, pilotos selecionados, contratos em escala. Embora o paper nao traga totais publicos consolidados, a logica e clara - cada etapa do funil e mensurada e auditada para que utilities e fornecedores tenham accountability comum.

20+
Utilities UK + Irlanda envolvidas no Global Call - massa critica que justifica investimento de fornecedor.
Global
Geografia da chamada - aberta a fornecedores de qualquer pais, ampliando muito o leque de propostas.
6-12
Meses de piloto - tempo limite para validar ou descartar uma proposta.
Funnel
Estrutura em funil - gap > proposta > selecao > piloto > escala. Cada etapa filtra.

"We get proposals from places we never expected - that is the whole point of going global."

- Natalie Lamb, Stream B11

Metodologia

Metodologia em quatro fases

A metodologia que Natalie detalha tem quatro fases: definicao de gaps por consorcio de utilities, lancamento de chamada publica global, selecao tecnica e financeira de propostas, conduo de piloto e avaliacao para escala. Cada fase tem governanca propria e prazos definidos. O todo encurta o ciclo de inovacao do setor de anos para meses.

Fase 1 - Definir gaps

Cada utility do consorcio mapeia suas lacunas operacionais - problemas conhecidos sem solucao no mercado. As gaps sao consolidadas em lista publica. Esse exercicio de transparencia ja e valioso - utility se conhece melhor.

Define

Fase 2 - Lancar a chamada

A chamada publica e divulgada globalmente - sites tecnicos, redes profissionais, conferencias como o Water Loss. Qualquer fornecedor com solucao para alguma das gaps pode submeter proposta seguindo template padrao.

Launch

Fase 3 - Selecao tecnica

Comite tecnico avalia propostas - viabilidade, originalidade, ajuste a gap, custo. Selecao e transparente, com criterio publicado. Selecionados recebem contrato de piloto pago - nao trabalham de graca.

Select

Casos e descobertas

Casos do Global Call - o que funcionou e o que nao

Natalie compartilha casos do Global Call com transparencia: pilotos que viraram contrato em escala (sucesso), pilotos que pareciam promissores mas nao validaram (descarte honesto), e propostas que nao foram selecionadas mas geraram aprendizado para iterar a chamada. Open innovation funciona com transparencia radical - sem ela, fornecedor nao confia no processo.

Caso de sucesso - piloto a escala

Pilotos que validaram entregaram solucao para gap definida - utility contratou em escala apos os 6-12 meses. O fornecedor (potencialmente startup que nao teria acesso a essa utility de outro modo) ganhou cliente ancora. Ambos lados ganham.

Success

Caso de descarte - piloto que nao validou

Pilotos que nao validaram foram descartados - sem prejuizo a credibilidade do fornecedor. Open innovation tem que aceitar falha como parte do processo. Sem isso, fornecedor mente sobre resultado para nao perder o contrato.

Failed

Caso de aprendizado - proposta nao selecionada

Propostas que nao foram selecionadas geraram aprendizado para utilities iterarem as gaps. Algumas vezes a proposta nao se encaixava porque a gap estava mal definida. Iterar a definicao da gap e parte do ciclo.

Learning

Insights da palestra

Pontos-chave do paper Mind the Gap

Os insights que Natalie deixa para o setor: open innovation funciona quando ha consorcio com massa critica, transparencia radical sobre criterio e resultado, e aceitacao da falha como parte do processo. Para utilities individuais, modelo nao escala - precisa do consorcio. Para fornecedores menores, e canal de acesso a utilities que de outra forma seria impossivel.

Consorcio cria massa critica

Utility individual nao consegue justificar custo administrativo do Global Call. Consorcio sim - 20+ utilities dividem custo, ampliam alcance, atraem mais propostas. Modelo so funciona em escala.

Definir gap e exercicio rigoroso

Antes de pedir solucao ao mundo, utility precisa articular o problema com precisao. Esse exercicio de auto-conhecimento ja e valor por si so - utility entende melhor o que precisa.

Transparencia radical e essencial

Open innovation so funciona com transparencia - criterio publico, resultado publico, falha publica. Sem isso, fornecedor desconfia do processo, qualidade da resposta cai, programa morre.

Falha como aprendizado

Pilotos que nao validam nao sao desperdicio - sao informacao. O processo precisa absorver e divulgar a falha sem queimar o fornecedor. Sem essa cultura, fornecedor mente para sobreviver.

Acesso para inovador menor

Para startup ou universidade, vender para utility pelo caminho tradicional e quase impossivel - longa venda, bid inviavel. Open innovation cria caminho viavel - foca na qualidade da solucao, nao no tamanho do fornecedor.

UK + Irlanda como modelo

O case britanico-irlandes pode inspirar consorcios em outros pais (Brasil tem AESB / Aegea / BRK que poderiam fazer juntos). Modelo replicavel para qualquer geografia com regulacao similar entre utilities.

Mind the gap - metafora cultural

O nome do paper - "mind the gap" - e referencia ao metro de Londres. Vira metafora poderosa: utility precisa estar consciente da lacuna entre o que ja resolve e o que ainda nao - e ter coragem de admitir publicamente.

Coragem de admitir lacuna

Em setor conservador como saneamento, admitir publicamente que voce tem problema sem solucao e ato de coragem. Mas e exatamente esse ato que abre a porta para a melhoria. Sem ele, status quo perpetua.

Filosofia

Open innovation como cultura, nao como evento

A filosofia que Natalie defende - construida no Global Call - e que open innovation precisa ser cultura organizacional, nao evento isolado. Nao basta lancar uma chamada e voltar a fechar; precisa estar sempre aberto, sempre publicando gaps, sempre dialogando com fornecedores e startups. Cultura de admitir lacunas, dialogar publicamente, falhar e iterar - filosofia que muda a relacao entre utility e mercado.

Cultura > evento

Lancar uma chamada e voltar a fechar e gesto isolado. Cultura de open innovation e processo continuo - utilities sempre publicando gaps, mercado sempre respondendo. Investir na cultura paga em ciclos longos.

Culture

Coragem como pre-requisito

Admitir publicamente lacuna que voce nao consegue resolver exige coragem - nao soa bem para o regulador, para o board, para o publico. Mas e o pre-requisito para captar inovacao real. Coragem ANTES de metodologia.

Courage

"You cannot solve a problem you cannot name - and the courage to name it is the cheapest part of the programme."

- Natalie Lamb, sintese filosofica