Stuart Hamilton

Cerimônia de Abertura — Water Loss 2026

Stuart Hamilton

Discurso de boas-vindas ao Water Loss 2026 como Chair do IWA Water Loss Specialist Group, abrindo oficialmente a edição 2026 da conferência no Rio de Janeiro.

Welcome WLSG Opening IWA
WLSG
Chair: Water Loss Specialist Group IWA
149 bi
m³/ano de perda global atualizada
+23 bi
Aumento desde a edição anterior
770 mi
Pessoas servíveis com 1/3 das perdas

Sobre o palestrante

Quem é Stuart Hamilton

Chair, IWA Water Loss Specialist Group (WLSG) — abriu o IWA Water Loss 2026 com o welcome address da cerimônia (26/04, noite), apresentando o tema da edição "Converting Water Loss into Climate Action" e anunciando a atualização do benchmark global de perdas hídricas. Lidera o grupo da IWA que padroniza vocabulário e prática global do tema (water balance, ILI, FAVAD, NRW, AZP) e organiza a conferência bianual mais importante do setor.

Liderança do IWA WLSG

Stuart conduz o Water Loss Specialist Group da IWA, comunidade técnica global que organiza a conferência bianual e produz os principais guias de boas práticas em redução de perdas no mundo. Marcel Sanches o reconheceu na abertura: "é um grupo de especialistas que se tornou referência global no desenvolvimento de metodologias, indicadores, melhor prática e melhor aplicação de soluções para reduzir perdas".

WLSGStandardisation

Abertura oficial Water Loss 2026

Como Chair, Stuart abre o Water Loss 2026 e situa o tema da edição: "Converting Water Loss into Climate Action" — conectando a redução de perdas hídricas à agenda climática global. Trouxe humor à abertura ("o problema é que eles disseram tudo, e eu não tenho nada a dizer") antes de revelar o número que ancoraria toda a conferência.

Welcome AddressClimate Action

"If we just save a third of the losses we have today, that is enough water to supply 770 million people at 125 litres per capita per day."

— Stuart Hamilton, Chair WLSG, Welcome Address Water Loss 2026

Tese da palestra

Salvar 1/3 das perdas globais abasteceria 770 milhões de pessoas.

A tese central de Stuart é o reframing da perda como o maior reservatório oculto de água do planeta. Não é eficiência industrial — é equity hídrica em escala. Cortar um terço das perdas globais é tecnicamente factível e abasteceria 770 milhões de pessoas com 125L/dia. É exatamente a pauta do WLSG: pressure management, DMAs, detecção acústica, real-loss reduction em escala.

Perda como reservatório oculto

O WLSG não enquadra perda como tema de eficiência industrial, e sim como o maior reservatório oculto de água do planeta. 149 bilhões de m³/ano é volume suficiente para abastecer 770 milhões de pessoas. A pergunta institucional muda: deixar de "como reduzir perdas?" para "como abastecer 770M sem nova captação?".

Hidden ReservoirEquity

1/3 é alvo realista

Reduzir um terço das perdas globais é tecnicamente alcançável — não é fantasia. É exatamente a pauta do WLSG: pressure management, DMAs, detecção acústica, real-loss reduction em escala. As metodologias existem, foram testadas, escaladas em utilities reais. O gargalo não é técnico — é institucional e financeiro.

TargetTech-Ready

Network as technical practice

"You're important to come, talk, discuss, work with each other and form a relationship that will last forever." O WLSG opera por rede técnica — engenheiros que se conhecem em conferências, trocam dados privados, comparam DMAs, validam modelos. Em uma área onde manuais não substituem trial-and-error compartilhado, networking presencial é prática técnica, não confraternização.

NetworkCommunity

"That is why you guys are so important. You're important to come, talk, discuss, work with each other and form a relationship that will last forever."

— Stuart Hamilton, encerramento do welcome address Water Loss 2026

Dados apresentados

Os números do novo benchmark

149bn m³
Perdas globais anuais — novo benchmark IWA (2026). Stuart anunciou no welcome address: o número saltou de 126bn para 149bn m³/ano (+18%). A revisão foi divulgada naquele mesmo dia em um dos workshops. Vira a referência para qualquer paper, edital ou KPI no próximo ciclo.
770M
Pessoas que poderiam ser abastecidas a 125L/dia se cortássemos 1/3 das perdas. Métrica de impacto humano que abre porta com governo, mídia e financiadores — bem mais persuasiva que ILI ou NRW%. Stuart entrega o frame ideal para case de funding em qualquer utility.
+23bn
m³/ano de aumento sobre o baseline anterior. A revisão de +18% reflete tanto melhor cobertura de dados quanto deterioração efetiva em sistemas. Esse virou o KPI mais citado da conferência inteira — o frame de severidade que justifica a urgência da pauta técnica que vem nos três dias seguintes.

"We released today a global water loss number increased from 126 billion cubic metres a year to 149 billion."

— Stuart Hamilton, anunciando o novo benchmark IWA 2026

Abordagem / Metodologia

WLSG como infraestrutura técnica do tema

Como Chair do Water Loss Specialist Group, Stuart preside o grupo da IWA que padroniza vocabulário e prática global do tema. Não é apenas um conjunto de papers — é a estrutura técnica que define como o setor mensura, compara e reduz perdas.

Vocabulário e indicadores padronizados

Water balance, ILI (Infrastructure Leakage Index), FAVAD (Fixed and Variable Area Discharges), NRW (Non-Revenue Water), AZP (Average Zone Pressure). O WLSG produz, mantém e atualiza esses indicadores. Sem padronização, utilities não conseguem se comparar — e sem comparação, não há benchmark global como o de 149bn m³.

ILINRWFAVAD

Carbon balance — próxima métrica obrigatória

A IWA leakage initiative do WLSG, citada por Kala Vairavamoorthy, propõe que utilities adotem um carbon balance além do water balance. Não é mais um número — é a forma de conectar perda de água à agenda climática (tema da edição 2026) e à pauta ESG que utilities precisam reportar nos próximos 2-3 anos.

Carbon BalanceESG

Conferência bianual como peer-review

A conferência Water Loss não é congresso comum — é o mecanismo de peer-review e validação de prática do specialist group. 800 delegates revisam metodologias, comparam DMAs, validam pilotos. As práticas que sobrevivem ao crivo da conferência viram referência global. As que não, não. É a forma como o WLSG governa a qualidade técnica do campo.

Peer ReviewValidation

Casos / Aplicações

Como Brasil 2026 se encaixa na trajetória WLSG

Stuart enquadrou a edição como histórica. O Brasil, que sediou São Paulo 2012, agora hospeda a maior Water Loss da história em 2026 — consolidando o país como hub regional para o tema.

Brasil sediar é marco institucional

Após São Paulo 2012, sediar a maior Water Loss da história em 2026 (800+ delegates, 60+ países) consolida o Brasil como hub regional do tema — vetor de exportação de práticas SABESP, COPASA e empresas privadas brasileiras. A escolha do Rio acontece também em momento decisivo do marco regulatório do saneamento (Lei 14.026).

Brasil 2026Regional Hub

Programme Committee + 800 delegates

Stuart agradeceu a Marcel Sanches (ABES), Gary Wyeth (MC), o Programme Committee e os patrocinadores — registro institucional que importa porque define quem carrega a próxima edição. A construção do evento é coletiva e plurianual: cada edição passa o bastão para a próxima através do specialist group.

ColetivoBastão

Pontos-chave

Insights do welcome address

+18% no benchmark global muda a régua

126 → 149 bilhões m³/ano vira o número de referência para qualquer paper, edital, KPI ou planejamento de utility no próximo ciclo. Quem usar dado anterior fica desatualizado em comunicação técnica e pleitos de funding.

Dado de impacto humano supera ROI técnico

770M pessoas servidas é a métrica que abre porta com governo, mídia e financiadores — bem mais persuasiva que ILI ou NRW%. Stuart entrega o frame ideal para case de funding em qualquer utility brasileira ou internacional.

1/3 dos vazamentos é alvo realista

Reduzir um terço das perdas globais é tecnicamente alcançável — não é fantasia. É exatamente a pauta do WLSG: pressure management, DMAs, detecção acústica, real-loss reduction em escala. Tecnologia existe; falta vontade institucional.

Carbon balance é a próxima métrica obrigatória

Iniciativa do WLSG citada por Kala: utilities adotando carbon balance ao lado do water balance. Quem se posicionar primeiro tem vantagem regulatória e ESG nos próximos 2-3 anos. Conectar perda à agenda climática deixa de ser opcional.

Conferência presencial é prática técnica

O WLSG não funciona como repositório de papers — funciona como rede de relações. Stuart explicitou que ir, conversar, formar amizades é parte do trabalho técnico, não periférico a ele. Sem peer review face-a-face, prática não vira referência.

Brasil sediar é marco institucional

Stuart enquadrou a edição como histórica. Após São Paulo 2012, sediar a maior Water Loss da história em 2026 consolida o Brasil como hub regional do tema — vetor de exportação de práticas SABESP, COPASA e empresas privadas brasileiras.

Vocabulário padronizado é pré-requisito

Sem ILI, FAVAD, AZP, NRW padronizados pelo WLSG, utilities não conseguem se comparar — e sem comparação não há benchmark global. A infraestrutura terminológica que o WLSG mantém é o que torna possível afirmar "149bn m³" como número global confiável.

Mission do WLSG: padronizar + escalar

Padronizar metodologia (ILI, FAVAD, NRW, AZP) e escalar prática validada para 140+ países da rede IWA. Stuart é a voz institucional dessa missão dupla: garantir que o que funciona em Birmingham ou Singapura possa ser reproduzido em São Paulo ou Lagos.

Filosofia / Conclusão

"Have fun. Conversate, discuss and build relationships that will last forever."

A síntese de Stuart é simultaneamente técnica e humana: o WLSG só funciona porque é rede, não publicação. 149bn m³ é o frame de severidade; 770M pessoas é o frame de impacto; mas é a relação técnica de longo prazo entre engenheiros — Brasil-Reino Unido, Singapura-Chile, Espanha-África do Sul — que efetivamente reduz perdas em utilities reais. A conferência é o mecanismo, não o objetivo. Construir relação durável é prática técnica de primeira ordem.

Network as scientific infrastructure

Em uma área onde manuais não substituem trial-and-error compartilhado, networking presencial é prática técnica, não confraternização. As metodologias do WLSG só evoluem porque engenheiros que se conhecem trocam dados privados, comparam DMAs reais, validam modelos uns dos outros. Sem essa rede, o specialist group seria papel.

NetworkTrial-and-error

Severidade + impacto + comunidade

Stuart entregou três frames em uma única fala: severidade (149bn m³ — +18%), impacto (770M pessoas), comunidade (relationship that will last forever). É a tríade que justifica simultaneamente urgência técnica, pleito de funding e investimento em rede. Cada um sozinho é insuficiente — juntos formam o caso completo do WLSG.

SeverityImpactCommunity

"That is why these conferences are so important. Have fun. Conversate, discuss and build relationships that will last forever."

— Stuart Hamilton, encerramento do welcome address Water Loss 2026
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